Acostumei à me perder em tempos verbais
Racionalizar coisas nada racionais
Mas aos poucos vou perdendo o prumo
Num desalento, um sussurro
Vou sem rumo!
Quero um sorriso qualquer que queira ficar!
Quero o seu! Que seja todo meu se você deixar!
Vou ser sua dose alcoólica de felicidade
Da vodka à cerveja, sinta-se a vontade!
Tire me da fria realidade...
Siga no teu tempo
Chegue breve, viva leve, curta o momento!
Que seja longo, me leve longe faça seu e meu.
Teu sorriso, preciso...
Ser seu.
Solitude/solidão
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
21:18 |
Sem Comentarios |
Há um pouco de solitude em meus dias
Há nostalgias e alegrias nesse limiar
Há tantas vontades de abandonar as saudades
Estar só em seu ser pra se reencontrar!
Tecer meus planos, meus danos, minhas voltas
Instigar revoltar e revolucionar!
No silencio do quarto vazio
O arrepio é o que delimita, o limiar
Quando a tristeza se faz presente
E a solitude a se retirar
Adentra ao quarto a solidão
E o vento frio me joga ao chão!
Não há pensamentos nem sentimentos
Só a angustiante sensação
De que o mundo me faz descartável
O plano da vida imutável.
Meu caos é silêncio é recordar.
É coração
Aperto no peito ou silêncio no leito de morte
É falta de sorte, a solidão!
Pois se fosse jogada de sorte
Não tivesse esse cheiro de morte
Não fosse triste em sua atitude...
Seria talvez, solitude.
E antes que isso tudo mude
Eu me pego dm oração.
Cabe muito num poema
Mas cabe mais no coração
O limiar é a felicidade
Entre solitude e solidão.
~ esse texto é pra Ruth! uma "garotinha" filósofa demais, que me fez pensar sobre solitude e solidão.
-Frog.
Amor?
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
22:54 |
Sem Comentarios |
O ponto é que sempre entreguei amor!
Mas vez por outra dava tudo o que tinha
Sobrava me apenas ter sentido tal sabor
Entregar me aos amores que senti, aos sonhos que vivi
Aos sorrisos, aos teus incisos
Eu sempre fui uma metáfora linguística da caridade.
Um sopro não renascentista de modernidade.
Uma mistura Química de alta tensão
Entre a arte, amor, ciência e tesão!
O equilíbrio inebriante e desequilibrado das minhas palavras
Das minha atitudes
Das mãos cerradas
Dos gestos rudes
Da poesia
Da calmaria
Do meu amor!
Amor romântico e sentimental...
Como a paixão infantil de uma criança
Perante as luzes de natal!
Faço me feliz por estas.
É pelas arestas do quase ser, que desenvolvo minha totalidade.
Não sou metade, sou todo amor!
E o amor como um todo é também tristeza...
É saudade, é nostalgia
É não ter certeza se no fim do dia.
Vai haver amar ou amaria.
É ver nos meu incompletos desejos complexos
Que minha simplicidade de afetos esta presente
Feito um reflexo involuntário de que cultiva amor!
E mesmo debaixo dessa chuva do teu rancor ou ódio...
Se faz cloreto de sódio
Pra dar sabor a toda visa insossa!
Por sorriso na boca da moça!
Dar magia e direção.
O ponto é que sou todo amor
E o que me guia é o coração.
Sob toda arritmia, amar trás alegria.
E no pulsar, encontro razão.
Sou todo amor e isso é tudo o que tenho entregado.
Sem retorno, sem nem um obrigado!
Mas sigo sorrindo...
Amando sem ser amado!
Pois o que a mim importa agora.
E todo amor que me devora
Vem de mim, pro meu sustento!
Todo amor que dou, vem de mim
A quem desperdiça, lamento!
~ Frog
A beleza do caos, a tristeza do cais.
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
14:11 |
Sem Comentarios |
Há certa beleza no caos
Nos tais planos perdidos
E nos dias de paz
Há certa tristeza no cais
Dos barcos a deriva
A certeza incisiva
De nunca encontrar seu rumo
Não há nada demais
Em perder o prumo
Ser profundo entre abissais
Mas há certa beleza em ser mais
E não limitar-se aos anseios
Aos devaneios
A paz.
O caos trás mudança
Trás avanço, trás lembrança!
O caos faz sair da inércia
E inerte aos momentos de evolução
Seguiremos a deriva
Sem conhecer o que anseia o coração
Um náufrago na tempestade
Afoga na própria vontade
Há certa beleza no caos...
Mas eu queria estar longe de onde estou
Atracado à tristeza do cais
Ou feliz por estar navegando outras águas
Descobrindo meus caminhos
À futuros surreais.
A beleza do caos, a tristeza do cais.
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
14:08 |
Sem Comentarios |
Há certa beleza no caos
Nos tais planos perdidos
E nos dias de paz
Há certa tristeza no cais
Dos barcos a deriva
A certeza incisiva
De nunca encontrar seu rumo
Não há nada demais
Em perder o prumo
Ser profundo entre abissais
Mas há certa beleza em ser mais
E não limitar-se aos anseios
Aos devaneios
A paz.
O caos trás mudança
Trás avanço, trás lembrança!
O caos faz sair da inércia
E inerte aos momentos de evolução
Seguiremos a deriva
Sem conhecer o que anseia o coração
Um náufrago na tempestade
Afoga na própria vontade
Há certa beleza no caos...
Mas eu queria estar longe de onde estou
Atracado à tristeza do cais
Ou feliz por estar navegando outras águas
Descobrindo meus caminhos
À futuros surreais.
Coma
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
21:46 |
Sem Comentarios |
Eu acordei do coma
Sem dor, sem anestesia
Acordei tomado de cortesia
De felicidade e calmaria
Acordei como quem levanta de um pesadelo
Tendo a certeza de não mais vive-lo
Acordei e não havia dor
Nem amor moribundo pra me roubar calor
Não havia tristeza, só as marcas da minha erosão
Por hora me sinto completo
Percebo existir uma razão
E ainda que não haja porque
Insisto em perceber que sigo firme a reconstrução
Cato os pedaços, os estilhaços, canto outra canção.
Percebo de sobressalto que resisti a mais uma assalto
Nesse ringue de fiel ação
A dor já ta virando a esquina
A felicidade já se sente em casa
Divide espaço com a solidão
Essa segunda, nunca fica até tarde
A amizade é a única que mora em meu coração
E vez por outra me visita a saudade
A covarde tristeza, certa depressão
Mas essas tão perdendo espaço
Desde que acordei do coma.
Talvez o tempo me tire da soma
E eu volte outra vez à ser sombra
Mas por hora, só luz há aqui
Desde o momento em que acordei do coma
Não sinto mais vontade alguma de partir
Vou viver a vida a cada momento
E esquecer dos lamentos
Ser feliz sozinho e a felicidade poder dividir
Com meus melhores amigos
Meu maiores abrigos
Até a hora em que enfim
Eu feliz, partir.
Tendo ou não quem sinta saudade
Ou que ache maldade
Se despedir.
-frog
Quem é?
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
22:45 |
Sem Comentarios |
Você sente de mais
De menos
Nunca na medida
É fraco de mais
De menos
Nunca existe Saída
Você segue cego e alheio à quem deveria ser
Teu ser ta trancado no porão
Tentando parecer ser mais do que costuma parecer
A inteligência não atraí
Não é bonito,
Não tem padrão!
Se não for bruto, quase acéfalo
Não tem perdão.
Não tem pegada
Não tem nada só afeto!
Reféns de uma cultura antiquada
Corações sem teto.
Não há coragem
Nem covardia
Não há vantagem
Se teu choro chamam de histeria
A tristeza delas, poesia pra se ler na cama
A tua, vai ser sempre considerada drama.
Feito na forja do aço
Você não pode estabelecer nenhum laço.
É preciso ser apático!
Muito prático, bom de cama.
Na literatura do dia a dia
Percebesse a hipocrisia
De não julgar como Homem
Aquele que ama.
É tanta regra dizendo o que não podemos ser
Tanto parâmetro usado pra desmerecer
Na prática somos humanos
E até nosso humanidade não podemos transparecer
Silencia-se o choro, a tristeza e o medo
Mata-se sonhos e corações agonizam em segredo.
E eu tenho medo...
De ser mais um poeta a ter seifado suas emoções.
A ter o coração massacrado.
Sublimado pelo hit dos verões.
Tenho medo de seguir com a maré!
Ver o mundo seguindo de marcha a ré.
E não poder fazer nada.
Perder a fé.
E a essência de ser quem sou.
E de saber quem você é.
Mutável
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
21:15 |
Sem Comentarios |
É preciso mudar e seguir mudando
Ser permanentemente mutável
Altamente volátil
É ser mais do que parece
Seguir em frente
E incluir na prece um pedido
Pra que pra sempre existam motivos pra seguir
Eu me motivo.
E mesmo triste, sigo a risca
O mantra de pra sempre mudar
Vou tentando seguir, ansiando chegar
Ao ponto em que o mar é calmaria
Ou minha navegação se torna alta perícia
Eu pereceria se não fossem meus sonhos
Embora mortos eles me motivam
Embora sólidos, São voláteis!
E eu sigo tentando ser sempre mutável
Manter me em eterno movimento de mudança
O destino me pôs nessa dança!
Vou seguindo então sem pressa
Sem direção...
Mudo corpo, mente e alma
Curo aos poucos o coração
Faço acorde, letra e compasso
Se me desfaço
Recomponho me em forma de canção
Que força é essa que encontro as vezes?
Quantas vezes fui furacão?
Perdi a métrica, mas nunca ética
Nem coração!
No chacoalhar das emoções confusas
Minhas conclusões difusas
Dão difereção...
Vou mudando aos poucos
Pra melhor
Ou não.
- Frog
Carne morta em apatia
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
22:01 |
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Como se sente o corpo,
Quando a alma esvazia?
Anestesia.
A felicidade dotada do caos
Dá lugar à apatia
Os olhos brilhantes
Ficam molhados
Afogados em nostalgia
O grito da alma sufoca
E ela seca sem alegria
Como vive a mente do corpo sem alma,
Quando a calma é o que lhe alivia?
A calmaria do mar, causa maresia
Tua paz torna-se tempestade
Temporal, arritmia!
Os sonhos se vão no horizonte
E eu distante, anseio por um novo dia
Antes que acabe minha vontade.
Antes que passe a anestesia.
Antes que a dor volte completa
Antes que eu perca minha alegria
Antes que soe o sinal de alerta
E dê um fim à essa agonia
Antes que eu deixe minha carne aberta...
Pros abutres da ironia
Levarem o que me sobra.
E eu seja só um "seria"
É melhor morrer sendo incerteza
Ou viver sob anestesia?
Dispenso qualquer resposta,
Por hora me afogo em total apatia.
Ponho a mascara de volta ao rosto
Retorno outra vez ao meu posto
E espero raiar outro dia.
Que nesse, teu Deus tenha piedade
Afinal, de verdade, quem mais teria?
-Frog
Despedida da sanidade
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
14:22 |
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A beira da loucura somos mais humanos.
Erros, acertos tudo fica claro.
Saudade se torna mais forte.
Maior e mais clara se torna a amizade.
A saída mais rápida nem sempre é a mais segura.
A beira da loucura olhamos pra trás e vimos toda a sanidade que perdemos.
Aprendi sobre Química, física, sobre cores, sabores, acordes.
Não me ensinaram sobre amor!
Sobre o estrago que ele faz quando a morte chega.
E a velocidade acelerada que um carro leva um amigo direto pro outro lado.
Sobre como o luto pode trazer pessoas boas.
Aprendi sobre isso sozinho.
Através da dor, da vida.
Ao perder amores que decidiram partir.
E por se sentir responsável por essa partida.
Sei que se ainda tivesse sanidade, teríamos outra vida.
Agora, que me vejo as véspera de mais uma despedida...
Mais um amigo que se precipita à partir.
Sei que não sou tão forte quanto queria.
Não sou se quer quem pensaria.
Estou pensando em desistir.
Seria melhor pra mim.
Mais fácil pros que me cercam.
Estaria por fim junto aos amigos que se foram...
Voltaria a sorrir.
Tiraria dos que ficariam a responsabilidade de aturar minha insanidade.
Deixaria-os seguir.
O coração pararia, a mente retornaria.
Agora que estou a beira da insanidade...
Esta tarde pra voltar.
Se o que me resta é pular de cabeça.
Que eu enlouqueça.
Mas que isso faça a dor passar.
~
enterrar amigos nunca é fácil.
E já fiz isso vezes demais...
Fuga número zero
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
11:26 |
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Sobra coração e falta coragem.
Nessas horas em que o amor me invade
E eu louco de saudade tento não me perder.
Pensar em outras saídas outras vidas outros amores.
Pensar em outros sabores em tudo aquilo que não vou sentir.
Queria poder desistir agora.
Fugir sem demora, desse mundo que surgi sem saber se há tempo pra partir.
Queria dizer que o agora, sem demora, maltrata minha'lma me mata.
E seu sorriso me acalma.
Queria eu poder te fazer sorrir.
Queria estar perto e não longe como agora.
Mas não faz sentido essa demora.
Que o tempo insiste em passa sem deixar de pensar ou sentir.
Se não limito!
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
20:05 |
Sem Comentarios |
E tenho dito: se não limito o pensamento
Não penso no que tenho dito.
Há de convir que ao vir na pressa da vida
Tornou-se uma prece perdida tentar limitar a si.
Limitar-se a ser feliz e não mais triste.
A sorrir e fingir que resiste.
A ser insistente...
Inconsistente! essa nossa fala que cala o que a mente consente.
E o peito não sente.
Só segue sem ter métrica ou concordância!
É nessa nossa dissonância insone que some a lembrança da minha sanidade.
Se a solitude não virasse solidão e no vão da porta não coubesse tudo aquilo que não importa.
Eu calaria o que na embriaguez falaria.
E a calmaria, há calmaria na minha embriaguez. Dessa vez talvez não sobre paz ou fala.
Não haja nada que minha voz abala.
Não cala, não mente, não diz
Minha dor é ter perdido a cor dessa vida sem regras
E das frases feitas que ela nos diz...
No fim do dia eu chego a conclusão de que a mente é mesmo um turbilhão de insanidades
E saudades que sinto do tempo em que eu era UM e não um milhão.
Vou juntando os pedaços, uma hora me refaço por completo...
Por hora, me cubro de afeto dos amigos que nunca desistem de mim!
Que me seja suficiente, e tenho dito: que seja assim.
~ FROG
Inferno.
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
21:06 |
Sem Comentarios |
Jurei que não viria aqui.
Prometi não mergulhar
Não me afundar.
Jurei mudar, virar humano.
Rasgar o pano e tentar
Outra vez cai sobre mim a praga do anjo.
E como um cai do renegado sou jogado ao inferno
Aquele que habita meu interior, que incinera minha mente.
Me congela completamente.
Volto a ser um corpo sem alma.
Sem paz sem calma.
Uma carcaça vazia que habita pensamentos nebulosos
Se o alto QI me fizesse capaz de imaginar pra mim
Meios científicos de sintetizar a felicidade e toma-la ao goles.
Me afogaria na esperança louco de silenciar a dor
Ou construir uma fantasia boa que me leve a qualquer lugar.
Um coma inconsciente que me fizesse vegetar ao longo do trajeto.
Já que me falta coragem de acionar a saída de emergência... deixo quieto aqui meus pulsos pra horas de extrema dor.
Não a dor que acalme.
Não há nada que me pare.
Eu estou no inferno outra vez.
Sinto o fogo arder sobre a carne.
O caos invadir a mente.
De repente.
Seja melhor ficar sozinho aqui.
Quem sabe um dia apareça ajuda?!
Ou eu consiga a coragem pra desistir!
Por hora marco os locais de corte com linhas tracejadas.
Já deixo a trajetória marcada.
Basta o inferno se tornar insuportável.
Ou a dor me mostrar um caminho viável.
Não há inferno pra quem se mata no inferno.
O ciclo continua, a dor não termina.
Até ai... nada mudou.
-frog
Sobre fazer feliz
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
13:44 |
Sem Comentarios |
Não é sobre corações partidos os sobre infinitos devaneios tolos que escrevo
Não é sobre o amor que devo, mas sim sobre o que me sobra!
A felicidade que dobra! E faz mais sentido quando estou contigo.
É sobre amor além da curva, sobre respeito.
Sobre coração batendo forte no peito.
É sobre reciprocidade, sentir saudade e dizer oi!
É sobre ver você aonde nada existe, sobre residir onde o sol se pôs e depois ser pra você algo além.
É sobre cantar debaixo de chuva
Pegar sol, correr na rua
Deitar de baixo de tua natureza completamente nua.
É sobre todos os versos, e os inversos de nós.
É sobre acordar todos os dias e querer ouvir sua voz.
Encantar-me com tua alegria.
Ver teus olhos colorir meu dia.
E ser tudo o que eu sempre quis...
É sobre fazer você feliz.
Poesia
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
23:36 |
Sem Comentarios |
Há olhares sobre os traços marcados
Há marcas nos lábios selados
Há zelo em um silêncio velado
Palavras do tempo guardado.
Há luz e beleza na tua natureza
Há essência e indecência em teu sorrir
Há em mim poesia viva
Que se anima ao saber de ti.
Há quem diga que eu sou Velho louco
E há loucura em não mais permitir
Há saudade é verdade há fogo!
E medo que o mundo me tire de ti.
Há beleza sutil no dia-a-dia
Alegria me dá teu sorrir.
Eu sou sobreo em minha sabedoria...
Embriago-me ao pensar em ti.
Eu sou mais que um poeta abusado.
Sou presente futuro e passado
Um amante do tempo amado,
Admirador do olhos vidrados.
Dos sorrisos que tiram o fôlego
Que me nego esquecer
E acreditar existir...
Há beleza demais nesses traços
Nos abraços, nos beijos e em ti.
Há beleza nessa tal poesia...
Quem diria, escrita por ti!
-Frog!
Eu.
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
23:29 |
Sem Comentarios |
Queria tanto que calasse o coração.
Que a mente turbulenta fosse silenciada.
Que o medo me deixasse de lado.
Que eu me encontre aonde estiver guardado.
Queria achar uma direção qualquer.
Um segredo não contado.
Ou o que vier.
Queria saber aonde estou agora.
Ser minha própria demora.
Acordar e limpar os espinhos da pele.
Ser perene,
Intempérie.
Encontrar por trás do rosto no espelho
Minha alma refletida de fato.
Não mais me farto.
Estou a beira da morte.
Aguardando apenas o fogo fátuo.
Pra levar o brilho da alma aos céus!
E espalhar me entre as estrelas.
Livrar-me-ia de pensar asneiras.
E de cortar os pulsos.
Meu coração ainda pulsa.
Minha oração uma repulsa.
Não há deus que atenda aos pecadores
Nem dores que afastem o meu mal.
Enquanto a mente pensar.
A dor e o pesar se mantêm aqui
Comigo
Servindo de abrigo pra minhas leves memórias.
Destruindo todas as minhas possíveis histórias.
Estou fadado ao meu caos.
A minha morte.
Estou abandonado à minha própria sorte.
Azar o meu.
-Frog
Ainda tento sorrir
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
23:27 |
Sem Comentarios |
Se alguém entrasse em minha cabeça,
Encontraria um labirinto extenso e confuso
Habitado por uma fera rude e violenta
Daquelas que fere ao menor toque.
Que abre a bota é que leva ao inferno consigo.
Um ser humano gentil, de olhos amáveis e coração frio.
Se alguém pudesse me ver morto dentro da minha cabeça...
Eu pediria socorro!
Mas tudo passa depressa demais.
E no labirinto que muda de forma eu não encontro a paz.
Constante confusão.
Ausência de alegria.
Me mente se perde e se fecha pra si, minha dor rasga a alma.
Nada alivia
Quem diria? Um palhaço precisando comprar alegria.
Um rosto conhecido cairia bem
Mas não trazer ninguém ao labirinto.
E o medo que sinto é de não conseguir sair.
Ficar enclausurado dentro da minha própria mente.
Se alguém soubesse bicho que mantenho preso aqui dentro.
Ninguém falaria comigo.
Meu melhor inimigo, preso aqui.
E eu tentando não virar esse monstro.
Nem morrer de desgosto.
Ainda tento sorrir...
-Frog
Vazio
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
12:08 |
Sem Comentarios |
Não sei onde ficaram guardadas as tardes bonitas
Em algum lugar do caminho vieram os dias vazios
A cidade cinza tornou -me peça de máquina
Enquanto o mundo vai maquinando maneiras de levar me ao chão.
Tem tanto amor em vão nessas tardes vazias.
Tem tanto vazio nas minha palavras.
Eu vou buscando uma resposta.
Não sei como, onde e nem por que lutar.
Tornou-se trivial
A vida ser levada pra longe num vendaval.
Volta aqui, à escrever pra ninguém.
Coma certeza de que também, serei lembrado pelo meu agora
Que o melhor de mim já foi embora.
- Luiz Carlos, frog.
Transbordar
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
23:07 |
Sem Comentarios |
Transborda-me, ou me baste.
Mas não se doe a conta-gotas.
Não sou homem de emoções poucas.
Preciso do beijo, alimento ao desejo.
Sou movido a calor humano!
Imune a qualquer outro dano que isso possa causar.
Mas estou preso nesse teu enlaço.
Então, que o teu próximo passo seja se jogar!
Não sou do tipo que costuma esperar.
Mas espero pela tua melhora, desejo em te ter agora.
Mas a que horas você vai notar?
Vai deixar o espaço aberto, enquanto me doou...
Me deixo jorrar!
Um dia eu me esgoto e não vou ter mais o que dar.
Teu conta-gotas não vai mais conter minha natureza.
Vou então buscar outra represa.
Por hora, sou tempestade em copo d'agua, esperando que você me nade...
Ou que mergulhe.
E fico esperando... esperando...
Enquanto vou evaporando a conta-gotas.
Desejando teus lábios, negando outras bocas.
Só perca a medida...
Transborde sua vida na minha!
É a minha medida, amar sem medida.
Traborde-se em mim, isso basta.
~
-
FROG.
A sobra de mim mesmo.
Autor: Luiz Carlos, Frog. |
20:34 |
Sem Comentarios |
Sentei-me sobre a cama e abracei minha certeza de morte.
Nunca fui cara de sorte.
E agora que a única certeza que me cerca é de que um dia lembrarei dos meu piores dias.
Tentando tirar deles alguns proveito
Penso, bem feito.
Eu não deveria confiar nas pessoas
Entregar sonhos meus de bandeja.
Ser do tipo que não deseja
Mas eu sou.
Um louco bobo abandonado, esquecido pelas voltas do tempo.
Preso quase sempre em um lamento louco que não vai me levar à lugar nenhum.
Um fantasma sem ambição!
Sem desejo, sem razão.
O reflexo raso de um ser humano.
Eu abraço a morte, queria ter a sorte dela vir pra me levar.
Mas por hoje é apenas uma visita.
Ela trás em si, a visão que mais me irrita.
Um espelho refletindo meu fracasso.
Que mostra o ponto exato em que perdi o compasso.
Eu queria ser mais do que sou agora.
Mas apesar da demora...
Um dia vou desistir.
E abraça-la de bom grado, há muito estou morto.
Mas me sobra o conforto de fingir viver.
-
FROG.