Mostrando postagens com marcador de quinta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador de quinta. Mostrar todas as postagens

Mais fundo do que posso imaginar

Há dias em que as horas não passam
E meu descompasso me mostra que o tempo é suspirar
Há tempos em que afrouxo o laço
E danço entres as estrelas no espaço
Pra reconstruir, recomeçar
Tem dias e horas que me perco em um esforço tardio.
Pra ver se encontro meu lugar
Como um texto sem verso ou proza
Eu sou uma sentença insensata nesse meu penar
Como um navegador das horas eu me espalho em retalhos sob o tapete.
Não espero que ninguém aceite.
Mas é o que sou.
Sem ser.
Sem lar.

Arremesso meu futuro incerto ao ar...
E que a vida me leve.
Mas que ela seja leve e dure esse breve viver
Sem ter por que sonhar.



Na doçura do caos, poesia

Compreendi, na doçura do caos do meu dia a dia

Que a loucura uma hora seria, 

Tudo aquilo que vive em mim.


Foi quando por fim, resolvi me despir da vaidade.

Frente a minha verdade que resolvi enfim…

Despejar toda essa "almaria"

Em linhas tortas de textos sem fim.


Nunca fui senhor das palavras

As despejava numa folha em branco

Eram elas senhoras de mim!


Vez por outras poesias nasciam,

Outras no entanto jamais as leriam.

Mas serviram me para tirar todo peso do ser


Ser ou talvez seria?!

Amei quem jamais amaria.

Perdi me por completo

Nessa tal poesia


Que por fim, baila comigo em pedaços

Refaz meu futuro em pedaços

Reticente, não ouve nenhuma oração.

Não há ponto final, para o que escreve o coração.


Nunca dominei as palavras

Jamais compreendi a ortografia

Fui movido, em cada palavra

Por desejo, amor e poesia…


E na doçura do caos, há poesia.




Dia desses eu aprendo a escrever feito gente grande.

Frog

26.03.20


uma fábula de amor.

Essa noite sonhei com você...
O sorriso de caninos levemente afiados para fora do desenho dos lábios rosados.
Dançava comigo, com os pés sobre os meus, vendo a chuva cair do lado de fora da varanda como tantas vezes fizemos em longínquos dezembros chuvosos.
Você respirava fundo a cada rodopio ou dois, enquanto eu cantava aquela mesma canção que hoje, se quer sei a letra, ao pé do seu ouvido.
E eu duvido você não se lembrar de muitos domingos assim!
Sonhei que a dança jamais acabava, e era você quem desejava que ela não tivesse fim!
Lembrei me dos pequenos detalhes, do encaixe malicioso que o destino nos dera ao costumeiro ato de cutucar a fera que o outro tentava amansar dentro de si.

Se fecho meu olhos, ainda sigo a dança!
Teu corpo balança colado no meu...
E eu como sempre percebo os detalhes que te deixam sem graça.
Atesto as belezas que Deus te deu.

Dê me sua mão outra vez,
Dance comigo em despedida...
Sou alma perdida esperando minha vez.
E se vc fechar os olhos, vai se lembrar dos beijos inesperados, do café forte sempre coado.
E da mania de me despir de pudores diante de ti.
Vai lembrar que dividimos tristezas... Mas muito mais belezas sobre tudo a diferença que no mundo a gente fez.
E se um dia o peito apertar de saudade?!
Não faça alarde.
Mas sorria, daquele jeito, uma outra vez.

Eu sigo sem saber se vivi ou se sonhei!
Se foi só um conto que escrevi ou uma vontade que extravasei!
Talvez seja uma fábula de amor que por muito anciei ou quem sabe uma que vivi mas jamais contei?!
O que vale por hora é saber que nessa história eu jamais desacreditei!
Ainda há amor em mim...
Basta saber, quanto tempo mais ainda
amarei.

o espelho.

No começo das histórias nunca antes contadas, sobre as nossas estradas e sobre palavras que eu nem sei dizer.
Entre idas e vindas da minha mente quase sempre antes de anoitecer.
Eu esperava por um caminho um jeito diferente de me aquecer.
Nesse escuro e insano mundo frio.
Que mais parecia um barco vazio, me levando pra um mundo que me faz esquecer daqui.
E o que outrora me servia de ânsia da vontade
Agora mostrou-se tarde um ciclo sem vida no meu perecer.
Eu queria ser alguém além do que sou agora.
Descer do muro sem demora.
Fazer me crescer!
De preferência sem ser besta fera.
Privar me da espera do amor florescer.
Pois se não sou nem quem fui outrora 
Sem demora insisto em refazer.
Na esperança tola de ser bem mais de mim
E antes do fim, olhar no espelho
E me reconhecer.

Dessa vez

Olhei pela janela da minha alma uma outra vez...
Nenhuma paisagem bonita, nenhum jardim florido. 
Só um talvez.
Resolvi me despir completamente dessa falsa esperança.
Ater me aos pequenos momentos...
Lembrar de tudo o que valeu.
Com o peito apertado abri o pote de memórias, e dessa vez, ao invés de despeja-las numa lata de lixo...

As abracei.
Eu sei, não vou ter volta nenhum sorriso daqueles que perdi, ou desperdicei.
Não vou me aquietar outra vez en algum colo, ou ter a ousadia de ser naturalmente o que a vida me fez!
Também sei que não vai ser dor pra sempre.
E que nem sempre foi dor também!
Resolvi revirar meu paraíso, vasculhar me atrás do juízo! Como quem levanta o tapete pra remover a poeira, ao invés de simplesmente esconde-la.

Abracei meus demônios.
Meu medos,
Minhas desculpas...
Os segredo jamais revelados,
Os amores em segredo velados.
Olhei seu sorriso na única foto que restou.
E entendi: foi amor.

E então olhei pela janela da minha alma uma outra vez...
No meio do dia cinza, que durou faz tempo, uma luz de sol finalmente se fez.
Encontrei no retrato, algo que a tempos andei procurando.
Não mais motivos pra te odiar...
Mas o que te fez me amar, pra eu pudesse fazer o mesmo por mim... Dessa vez.

fantasma

Hoje encontrei uma parte de mim que há muito não via.
Hoje, encontrei teu sorriso, por acaso em uma fotografia.
O peito sentiu a saudade e a casa de repente ficou vazia.
Eu sei que os anos passaram, já não sou eu no retrato 
E nem em meu quarto as lembranças jaziam...
No espelho meu eu anda perdido.
Procurando algum sentido em meio ao caos das sensações.

As emoções também se foram!
Mas hoje ao abrir a porta, quem diria
De forma torta, encontrei um pedaço de mim
Fui catando as migalhas, revisando minhas falhas. 
Compondo a mim!
E eu, que pra ti sempre fui poeta, perdi a sentença correta! 
A métrica torta e indireta.
Fiz verso sem meio e nem fim.

Hoje ao encontrar a saudade
Notei que já é meio tarde...
Mas digo mesmo assim, 
repetindo algum outro poeta.
"Será que você, ainda pensa em mim?"
Sou Cazuza por quase um segundo...
Herbert de um outro mundo.

Também pudera eu ser completamente outro ser ainda mais Humano, como aqueles que vez ou outra aparecem por aí e:
Amam, esquecem, desandam, insistem em sorrir... eu iria compor uma canção de resposta, encorporava o Yamandú costa! para tocar e escrever o melhor que pudesse vir.
Não sou chico mas quero tentar, escrever outro verso outro lugar!
Através das palavras cantadas, dos versos, das poesias das palavras...

Sou ainda seu, mesmo que tão pouco de mim
Queria que não fosse saudade
Ou que ao menos ela fosse metade!
Eu inventaria algum outro esquema
Pra não dizer que sinto falta do meu melhor problema!
Pra eu poder culpar a alma
Por perder completamente a calma...
E o aperto no peito ser culpa da asma
Seria melhor que admitir
Que vez por outra sinto saudades de ti...
Fantasma.

Seguidores